Vivemos o futuro. Eu, cidadã nascida no século passado, assistia aos Jetsons , à série Perdidos no Espaço, Blade Runner ou no Exterminador do Futuro e imaginava como seria o mundo do século XXI. Contava o tempo avidamente para chegar aos meus 33 anos (completei em 2000) e ficava perplexa diante das novas tecnologias. Crianças e jovens que manipulam com destreza games, i-pods,i-peds,tablets,PCs , Note e Netbooks, enquanto nós, em nossos sonhos muitas vezes encarnávamos Buck Rodgers, brincávamos de bicicleta e assistíamos TV. Hoje os nossos filhos disputam conosco um horário em frente ao PC, enquanto queremos e/ou precisamos trabalhar, eles querem acessar as redes sociais ou interagir em chats ou em web conferências.
Longe de desmerecer estes avanços científicos e tecnológicos, devo mencionar a minha preocupação em relação ao tempo, ao conteúdo e aos sujeitos que interagem com os nossos filhos na internet. Percebo que enquanto eu desperdiçava (gastava) meu tempo e minha juventude lendo os clássicos os meus alunos (do momento atual) me questionam: "- É pra ler o livro todo?". Mas são doutores em GTA, Playstations. X-Box e até mesmo em Block D' (nos celulares). Por fim, devo afirmar que os mais aplicados discutem conosco a partir de leituras realizadas em e-books. De fato, já nem sei mais há quanto tempo realizei alguma transação bancária indo diretamente ao caixa (Afinal, para que existe o Internet Banking?)
Vivemos o futuro, por ele e em prol dele. Se nós educadores não adequarmos as nossas práticas à velocidade com que surgem as novas tecnologias, repassaremos conceitos e vivências obsoletas para esta nossa clientela, que tem a consciência de que mesmo que tenha sido gerada e nascida no século XX impõe aos profissionais em educação a necessidade de uma formação inicial/continuada em torno da educação em novas tecnologias.
Ana Cláudia Cunha D'Assunção - João Pessoa